hoje eu entendo o sentido com que tantos cariocas usam a expresão: "Eu estou vestido com as roupas e as armas de Jorge. Para que meus inimigos tenham mãos e não me toquem."
o asfalto está em guerra.
no meio do blecaute, crianças de rua gritavam assustadas e assustando a população civil. mendigos deliravam pois todos estavam na escuridão como eles. do alto de santa teresa eu vi o morro soltar fogos, as sirenes soarem e a policia atirar.
Mas eu estou vestida com as roupas e as armas de Jorge.
ouçam a música, ignorem o vídeo:
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
sábado, 31 de outubro de 2009
terça-feira, 27 de outubro de 2009
A literatura e o cinema reservam sempre às mulheres amores que duram toda uma vida.
Amores que como o de Fiorentino Ariza, encontram no peito de um homem vivido e comedor um lugar confortável, em que elas podem se imaginar amadas e felizes para sempre.
Mulheres modernas querem sempre provar alguma coisa, e experimentam todo tipo de paxão que podem, quando podem. Mas o mito (tomando todo cuidado que a palavra necessita) nunca deixa de existir. Sombras de um amor enterno jamais chegam aos pés de paixões carnais.
Porém,
paixões jamais são levianas.
E os amores são fluidos (liquidos, diria Bauman)
assim como os tempos. e as relações de poder. e os manifestos feministas pós sociedade do controle.
amores...
não são virtuais, são análogos.
simulacros de uma história da arte que marcou tantas mulheres e seus delírios e suas vontades.
ignorando todo e qualquer estudo filosófico, eu arrisco dizer que ninguem trepa sem amor.
o amor move as genitálias, as genitálias simulacros de romance, as genitálias libertárias, as genitálias modernetes, as genitálias que respondem principalmente ao Ego.
[É que hoje joguei o I Ching e descobri que em qualquer publicação que mexa com a minha subjetividade é uma variante dos romances que eu li no colégio ou ao horóscopo da Capricho.]
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Tentativas deveriam valer como vitórias.
Estamos todos cheios delas, tentamos quase tudo o tempo todo.
Até o silencio é uma tentaiva.
Acontece que existe uma diferença enorme entre segunrança e comodidade.
Estamos acomodados, com nossas ideias brilhantes, nossas risadas e nossa calma.
Existe beleza nisso. Apesar de muitas coisas, nosso tempo é belo.
Não, eu jamais falaria em fraqueza,
mas também não digo que somos valentes.
Ainda há tanta coisa pra fazer....
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Entreguei meu Memórias do Subterraneo nas melhores mãos que encontrei por aí. Mãos quietas, apesar das pausas dramáticas, cabeças pensadoras & voadoras.
Preferi não publicar nada desde meu último e único encontro com o desconhecido.
Conhecido, diria.
Esta noite sonhei com ele, mais uma vez.
O Cruzeiro perdeu, apesar do vinho ter me feito tanto gritar no gelo de são paulo, e apesar das temporas segurarem gritos maiores, infelizmente, gritos grito o grito.
Literatura e sub.cinema, eu não posso criar nada, meus roteiros nunca são terminados, eu não gosto de sentido nas minhas palavras.
mas o tropicalismo acabou, a Gal Costa hoje é uma vovó, e mesmo meu nome sendo Gal, não sou assim tão psicodélica.
Eu gostaria de desvendar qualquer coisa entre as falas e as anotações do nonsense.celebrity.show.cansaço.olhosazuis.
Quando eu digo que nas minhas indas e vindas eu ganho mais do que mereço, as pessoas acham que eu sou louca. Mas acontece que não é porque eu digo e disse que encontrara o personagem, que ele é meu. Ele é livre pra ser, distante ou não. Não posso escrever nada por ningém, nem por mim, mas gostaria de recriar nas minhas imagens pré-concebidas de longas conversas há anos atrás, um sujeito dócil, interessante e dócil.
Violencia gera violencia e gentileza gera gentileza.
Nada de carne, infelizmente. Mas nada que eu não possa, de alguma maneira alimentar ainda que, sem ver por baixo da cueca cinza, uma maestria de quem tem fome de gente humana.
Sonhei hoje, mais uma vez com algo que eu não posso descrever.
Havia uma praia...Seria o Rio?
Seria o Rio?
Acredito que entendi tudo errado.
sem personagens, ok, vou parar por aqui.
Vermelho rubro é cor de sangue, mas também pode ser qualquer coisa mais carnal.
eu como até os caroços.
quinta-feira, 14 de maio de 2009
luas soturnas de virar uma esquina
vira uma esquina vira a cabeça vira uma outra coisa
radio livre nao é educativa e radio educativa nao é livre
que porra é essa que esta acontecendo?
não sei
pararam até de vender cerveja
a gente bebe assim mesmo
não importa
o garoto não conhecia mulheres que gostam de bukowiski
se ele soubesse que o próprio buk ja esteve lá em casa elem cairia pra traz
BUKOWSKI COMEU MINHA TIA!!!
enfim
as coisas andam completamente distorcidas
as rus andam limpas
as criaturinhas de meu deus nao saem mais na rua pra assustar crianças
copacabana mon amour
ROGERIO SGANZERLA COMEU MINHA MÃE!!!
Tinha um doido de ácido lá em 1972 na casa dos meus avós.
Bizarro esse mundo
EU QUERO A RÁDIO LIVRE NO MEU RADINHO!!
quarta-feira, 13 de maio de 2009
"Truth covered in security
I can't let you smother me
I'd like to but it couldn't work
Trading off and taking turns
I don't regret a thing
And I've got this friend, you see
Who makes me feel and I
Wanted more than I could steal
I'll arrest myself, I'll wear a shield
I'll go out of my way to prove I still
Smell her on you
Don't tell me what I wanna hear
Afraid of never knowing fear
Experience anything you need
I'll keep fighting jealousy
Until it's fucking gone"
Nirvana ainda é minha banda preferida.
Pelo menos isso não mudou na minha vida
Porque infelizmente, no auge da minha inocencia
só por agora eu descobri
que mesmo as coisas & pessoas que por tempos pareciam ser imprescindiveis
se tornam monstros de babaloo
domingo, 12 de abril de 2009
NOTURNO
Teus olhos não ficam bem senão em mim
Que desato o bouquet de tua angústia
Neste tempo de espera.
Sofres um solidão recortada
Na tarde de tuas pálpebras
Absorto no retorno das nuvens
Magoadas de outros climas.
Só eu sei, silêncio de jade,
Flor da manha, Deus triste,
O que te consola do vento.
Só eu sei que não sabes
Eximir-te do enfado,
Da noite, das bocas.
Roberto Piva
sexta-feira, 10 de abril de 2009
sentada no analista, ela descrevia os acontecimentos marcantes dos seus relacionamentos passados.
em todos, todos, absolutamente todos havia um momento em que ela surtara.
pontapés em portas de banheiro, trocentos emails seguidos, declarações de amor alcoolizadas ao telefone, lágrimas de crocodilo que secam meia hora depois.
o analista chegou a conclusão que aquela solteirona de 60 anos deveria te-lo procurado aos 21.
ponto.
parágrafo.